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Setembro Verde traz a campanha “Fazer o bem nos faz bem!”

Hospital Pompéia promoverá evento de lançamento com conversa de profissionais sobre a importância da doação de órgãos e de tecidos.

No dia 27 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos. A data foi escolhida em 2007 para conscientizar a sociedade da importância desta atitude solidária a quem espera na fila de transplantes. A relevância deste gesto caridoso motivou o mês inteiro ser dedicado ao tema – Setembro Verde é a campanha nacional que busca fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto. Um dos maiores avanços que a medicina pode oferecer à saúde, o transplante de órgãos mudou a vida de mais de 12 mil pacientes no Brasil em 2021. Uma única pessoa pode ajudar outras oito ao doar seus órgãos e tecidos. Entretanto, de cada um milhão de brasileiros, apenas 16 se declaram doadores. 

Com o objetivo de promover a sensibilização e conscientização da importância da doação de órgãos, o Hospital Pompéia vai lançar a campanha “Fazer o bem nos faz bem!”, na próxima sexta-feira, dia 09 de setembro. Às 8h30 inicia o painel “Cenário das doações de órgãos e as filas para transplante pós-pandemia”, com enfermeiros, psicólogos e profissionais de saúde do hospital. A atividade faz parte do projeto Sessão Clínica, promovido pela Diretoria Técnica do Hospital Pompéia. O evento será no auditório do 9º andar da instituição e poderá ser acompanhado online por meio do endereço: https://meet.google.com/ybi-arbi-xxh .

A campanha é feita em parceria com hospitais, empresas, entidades e pessoas físicas de Caxias do Sul e de toda Serra Gaúcha. Neste ano, o objetivo é fazer com que o diálogo sobre a doação de órgãos vá além do mês de setembro, como ocorre habitualmente. Para isso, passa a contar com a colaboração de atores importantes, como a CIC Caxias, Rádio Caxias, Rádio São Francisco, Portal Leouve, CQ7, UCSFM e MedLive, que realizarão eventos, entrevistas, reportagens e outras ações ao longo de 2022. Como um verdadeiro diálogo, esta ação está aberta à participação de todos interessados em contribuir com o tema.

O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, garantido por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) à toda população, sem diferenciação por cor, gênero ou classe social, reunindo cerca de 95% dos procedimentos no país. Contudo, a lista de espera por um transplante aumentou 30,45% desde o início da pandemia de Covid-19, chegando a mais de 50 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde.

No Rio Grande do Sul são quase 3 mil pessoas na lista de espera, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde. A maior parte aguarda por córneas e rins: mais de 1.3 mil pessoas necessitam de transplante de rins. Este procedimento também é realizado no Hospital Pompéia por meio do Instituto de Nefrologia, que conta com estrutura de alta complexidade para atendimento de pacientes portadores de doenças renais, no sistema público e privado, com atendimento ambulatorial e hospitalar.  O Pompéia está com 60 pacientes em lista de espera, sendo que 37 destes estão em tratamento dialítico de forma ambulatorial. E, no momento, o hospital possui 134 transplantados em acompanhamento.

Em relação ao transplante de córneas, são mais de mil pessoas na fila. No ano passado, o Banco de Olhos do Hospital Pompéia realizou o maior número de captações de tecido ocular humano no Estado, e fornece o material para entidades de todo Sul do Brasil. O serviço busca zerar a fila de espera por transplante de córneas e já recebeu aproximadamente 4 mil doações em seus 43 anos de atividade.

O Hospital Pompéia sedia uma das sete Organizações de Procura de Órgãos (OPO) presentes no Estado. A OPO tem como principal objetivo organizar a logística da procura de potenciais doadores, articulada às diretrizes médicas dos hospitais em sua área de abrangência. O trabalho é especialmente feito com as Unidades de Terapias Intensivas e Urgências e Emergências, para identificar diagnósticos de morte encefálica de maneira ágil e eficaz e poder, assim, encaminhar os órgãos de forma segura para transplante.

Necessidade de diálogo e lançamento de campanha

Conforme a lei 9.434/2017, a doação dos órgãos e tecidos só poderá ser realizada no caso de paciente em morte encefálica ou parada cardiorrespiratória se houver autorização de um familiar. Se os familiares não autorizarem, a doação não poderá ser realizada.  As doações de órgãos caíram de 26,2%, no fim de 2021, para 24,3% no primeiro trimestre deste ano, no Brasil. O principal motivo é a não autorização familiar para doação, que aumentou de 42% em 2021 para 46%. No Rio Grande do Sul, esta fração passa da metade.

Estes números mostram a necessidade de ampliar o acesso à informação sobre a possibilidade de doação, além da importância do diálogo. Quem desejar doar seus órgãos somente precisa avisar as pessoas próximas para que um transplante possa ocorrer.

A Sessão Clínica, conversa sobre a importância da doação de órgãos, contará com a presença de Edson Aniceto da Silva (Técnico de Enfermagem do Banco de Olhos), Cristiano Cordeiro Azambuja (Técnico de Enfermagem do Banco de Olhos, Bombeiro Civil, e acadêmico de Enfermagem), Camila Cruz (Psicóloga), Cristiane Souto (médica nefrologista) e a mediação de Ana Paula Concatto Casagrande (Enfermeira do Banco de Olhos e Coordenadora Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Hospital Pompéia) e Renan Zuccolotto da Silva (Técnico de Enfermagem do Banco de Olhos). 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Pompéia, com informações do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul.

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