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Vital Pompéia
Paraense de nascimento, gaúcha de coração

Gestora do Hospital Pompéia que conheceu em Caxias o frio e a cultura rio-grandenses conta como foi sua adaptação.

A Semana Farroupilha é a época em que os gaúchos comemoram sua tradição e celebram o orgulho de fazer parte de uma pátria que tem no feriado de 20 de setembro sua data máxima. Este momento revive os costumes a serem levados adiante pelas gerações e que são expressos pelos demais povos.

Um destes valores pelos quais o rio-grandense é reconhecido é sua hospitalidade. É assim que define a gestora administrativa do Hospital Pompéia, Natália Galvão Oliveira. Paraense formada em administração hospitalar, ela veio de Castanhal, região metropolitana de Belém, e está há mais de duas décadas no Rio Grande do Sul.

A ideia, ao chegar em Caxias, era permanecer apenas seis meses, mas Natália explica que foi a recepção daqui que fez com que se sentisse em casa. “Eu me senti muito acolhida e só por isso consegui ficar tanto tempo. Aqui é uma terra rica em tantas coisas, onde tudo que se planta cresce, como diz a música”. E as coisas começaram a florescer cedo para ela.

Quando chegou à cidade, Natália não conhecia ninguém e caminhava pelas ruas como se fosse uma turista. Decidiu trabalhar para ocupar seu tempo. “Quando eu passei na frente do Pompéia eu senti uma energia muito diferente. Nunca havia passado pela minha cabeça trabalhar em hospital. Essa conexão que eu não consigo explicar que acho que é o que me manteve. Eu perguntei ‘como é que se faz pra trabalhar aqui?’. Entreguei um currículo, conforme me orientaram”, lembra ela. Duas horas depois, ao chegar em casa, telefonaram do hospital e queriam conversar no mesmo dia. Natália foi contratada, três meses após chegar à cidade.

A cultura gaúcha encantava a paraense desde que visitava o Sul a passeio com seu marido, com quem está casada há trinta anos. A paisagem convidativa ajudou a turista a experimentar como seria morar em Caxias do Sul. No início, porém, Natália conta que passou trabalho ao conhecer pela primeira vez o frio, justamente no ano de 2000, quando nevou na Serra Gaúcha. “Foram os piores dias da minha vida, nunca tinha sentido frio e nunca passei tanto frio até hoje. Eu só ficava ao redor do fogão à lenha da minha sogra. Foi assim que o Rio Grande do Sul enxugou muito minhas lágrimas”, recorda.

O ambiente fez com que ela fosse incorporando os costumes da tradição que antes pareciam estranhos. “Eu não via muita lógica em tomar aquela água quente, ir dormir e acordar com o chimarrão ao lado, mas eu vejo muito sentido em compartilhar uma roda de conversa, na união”, diz. Apesar de se orgulhar da comida paraense, a culinária gaúcha conquistou Natália. “Modéstia à parte, minha região é muito rica em variedade, mas o churrasco gaúcho e as massas são incomparáveis”.

Apesar de não ter nascido no Sul, Natália diz que se sente gaúcha pela forma como o Estado a recebeu. “A minha relação com o Rio Grande do Sul e com o Hospital Pompéia são intrínsecas, pois foi a acolhida que eu tive no hospital que me fez ficar até hoje”, conta. Segundo ela, apesar de haver muita diferença entre as regiões, seu lugar hoje é aqui. “Lá em cima temos lugares lindos, você vive, pega uma praia durante o dia, é muito bonito e diferente. Mas quando vou de volta ao Pará eu sinto saudades daqui”.

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