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O diagnóstico precoce salva vidas!

Texto publicado no Caderno + Serra, do jornal O Pioneiro, em 10 de outubro de 2022.

O Outubro Rosa é o mês internacional de conscientização da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no país, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Representa também o maior número de óbitos por câncer em mulheres no Brasil e no mundo, com taxas expressivas de mortalidade, apesar de ser altamente curável se diagnosticado precocemente.

Para 2022, foram estimados acima de 66 mil novos casos da doença, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres. As estimativas integram os dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) e servem para reafirmar uma grande preocupação: o câncer de mama continua sendo o tipo mais incidente e também o que apresenta a maior taxa de mortalidade em relação às mulheres.

Por que esses índices ainda são tão altos? Infelizmente mais de 50% dos casos no pós-pandemia são descobertos quando a doença já está muito avançada e já existe a possibilidade de metástases, ou seja, quando a lesão maligna se espalha por outros órgãos do corpo. Assim, é fundamental que os tumores sejam descobertos na fase inicial da doença.

Atualmente, as estratégias de tratamento do câncer de mama atingiram avanços de grande relevância, porém o estágio em que a doença é diagnosticada segue sendo um fator essencial para se obter sucesso. A prevenção e a detecção precoce do câncer de mama são essenciais para reduzir o índice de mortalidade da doença. Quando esses tumores são diagnosticados em fase inicial, representam mais de 95% de chances de cura.

O câncer de mama é resultado da multiplicação anormal e desordenada de células da mama, formando um tumor. Esse comportamento das células é provocado por uma alteração genética, que pode ser herdada, o que ocorre apenas em cerca de 10% dos casos, ou espontânea, provocada ao longo da vida. Nos casos de alteração genética espontânea existem fatores de risco modificáveis e não modificáveis que têm relação direta com as chances de uma pessoa desenvolver o câncer de mama.

Entre os fatores de risco não modificáveis, em especial para as mulheres com idade acima dos 35 anos, estão: menstruação precoce; primeira gravidez após os 30 anos; histórico familiar, sobretudo se um parente de primeiro grau, como mãe e irmã, teve a doença antes dos 50 anos de idade. Estes fatores são intensificados se houver uma exposição aos chamados fatores de risco modificáveis como obesidade, sedentarismo, álcool e tabagismo.

Existem várias maneiras de reduzir a probabilidade de se desenvolver câncer ao longo da vida e que estão acessíveis a todas as pessoas. A maioria inclui uma mudança no estilo de vida que envolve uma alimentação saudável, a prática de atividade física regularmente, controle de peso, não fumar,  além da realização de exames de rotina. É essencial que todas as mulheres façam a mamografia a partir dos 40 anos, pois é o único exame de rastreamento comprovado cientificamente que diminui a mortalidade por câncer de mama.

Em conjunto, essas ações diminuem significativamente as chances de uma pessoa desenvolver câncer de mama. No entanto, mesmo que essas medidas sejam colocadas em prática, ainda há a possibilidade, embora reduzida, do câncer de mama se manifestar. A prevenção reduz essa chance, mas infelizmente nem sempre é possível evitar completamente seu surgimento.

É fundamental incentivar a prevenção das doenças. As estratégias de prevenção e detecção precoce têm a finalidade de reduzir a mortalidade pela doença e precisam estar aliadas no combate ao câncer de mama. Mudanças no estilo de vida, adotar hábitos saudáveis, bem como descobrir a doença cada vez mais cedo, permitirão tratamentos menos prolongados e pouco invasivos, com maiores chances de cura,  além de um menor  e mais eficiente investimento para a gestão pública.

Afinal, as expectativas são muito boas quando o câncer de mama é diagnosticado cedo e tratado com rapidez.  

Dra. Fernanda Baldisserotto
Médica Mastologista e Ginecologista
Mestre em Ciências Médicas (UNIFESP)
Médica no INCAN do Hospital Pompéia 

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