As guardiãs da ideia

      No início do século XX, senhoras da sociedade caxiense organizaram-se em um grupo com o simples e único objetivo de angariar fundos para a construção do altar-mor da Igreja Matriz de Santa Teresa. O propósito foi cumprido, levando--as a ver, na cooperação mútua, a oportunidade de continuar contribuindo com a comunidade. Nascia, assim, em 12 de agosto de 1913, a Associação Damas de Caridade.

 

     O serviço hospitalar, na época, era inexistente e havia poucos médicos na cidade. Tendo consciência desta situação, a recém criada Associação resolveu dedicar-se à causa, visitando, nos primeiros anos, as famílias carentes em suas residências, onde medicavam os doentes e até ajudavam na limpeza de suas casas. Com o tempo, o trabalho foi avolumando e tornando-se muito desgastante, fazendo surgir a idéia de fundar um hospital.

 

     Para isto, era necessário angariar fundos. A mobilização entre as Damas de Caridade foi grande, sendo criadas várias maneiras de arrecadação, entre elas, um Livro de Ouro, enviado à aniversariantes para assinarem e realizarem alguma doação para o futuro hospital. Percorriam as cidades vizinhas e a colônia, em busca de fundos ou mercadorias para a nobre causa.

 

      O esforço foi recompensado com a aquisição, em 1919, do Palacete Rosa e mais três casas contíguas, pelo valor de 69 contos de réis. A casa de saúde, inaugurada em 24 de junho de 1920, foi constituída com o propósito de atender sempre aos mais necessitados e jamais deixar alguém falecer sem assistência religiosa.

 

      Muitas décadas se passaram e a Idéia Pompéia concebida pelas Damas de Caridade continua intacta, num grande legado de persistência e fé.

 

Você sabia?

 

     Quando a Associação Damas de Caridade completou 50 anos, em 1963, precisou mudar sua denominação para poder adaptar-se à legislação canônica, passando, desde então, a chamar-se Pio Sodalício Damas de Caridade. Os estatutos foram modificados, mas os objetivos continuaram os mesmos. Pio Sodalício é uma terminologia eclesiástica, que designa uma “irmandade de leigos católicos que tem a sua autonomia”. É reconhecido, perante a Igreja, como uma associação de fiéis.

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